gastroplastia vertical

Tudo o que você precisa saber sobre a gastrectomia vertical

A gastrectomia vertical é um tipo de cirurgia bariátrica também conhecida como Sleeve gástrico. No Brasil, esse formato corresponde a 40% das intervenções realizadas e, por meio dele, os pacientes conseguem eliminar entre 30 e 35% do peso inicial.

Essa redução só é possível porque o estômago é grampeado verticalmente. Portanto a capacidade do reservatório é reduzida para cerca de 150 e 200 ml de volume.

Destacamos que nesse procedimento não ocorre desvio no trânsito intestinal .

Em outras partes do mundo, o Sleeve por videolaparoscopia também é muito utilizado e os resultados são igualmente animadores.

Quais são as vantagens?

O primeiro grande benefício promovido por esse procedimento, certamente é a perda relevante de peso. No primeiro ano de cirurgia, os pacientes podem perder entre 30% e 40% do peso corporal.

Depois, essa cirurgia ajuda o paciente a manter o peso por muitos anos, já que ela promove melhora em termos de saciedade.

Essa técnica é irreversível. Então, em casos de complicação e não adaptação à metodologia o paciente conta com a alternativa de refazer a operação, transformando em by-pass gástrico.

Quais são as desvantagens?

Por outro lado, essa técnica é mais propensa a desenvolver refluxo gastroesofageano comparando com o by-pass gástrico.

Outro ponto importante é que esse procedimento tem maior índice de recidiva da obesidade, também comparando com o by-pass gástrico.

Em quais situações o procedimento é indicado?

Lembramos que a gastrectomia vertical é amplamente realizada no Brasil, justamente porque as suas complicações já foram analisadas e seus resultados também foram comprovados. De qualquer forma, a técnica é direcionada para um público, que precisa cumprir certos requisitos.

Normalmente, o método é recomendado para os pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40. Ou seja, quando eles se enquadram na categoria de obesidade mórbida ou grau 3. Contudo, é possível fazer essa cirurgia com IMC abaixo de 40. Entretanto, nesse caso, os candidatos precisam apresentar comorbidades, no que tange à doença coronariana, hipertensão, esteatose hepática, diabetes e dislipidemia.

Quais são os riscos?

Como ocorre em qualquer procedimento cirúrgico, os riscos existem, ainda que a metodologia seja segura. Então, além de possíveis infecções, os pacientes também estão sujeitos ao surgimento de fístulas, anemia crônica, embolia pulmonar, hipovitaminoses, refluxo gastroesofageano.

Como vimos, a gastrectomia vertical é uma técnica que, de certa forma, é segura para os pacientes e também apresenta resultados satisfatórios. Embora ela apresente algumas limitações, ressaltamos que a perda de peso por meio dela é notável. Por isso não chega ser espantoso o fato dessa metodologia estar crescendo no Brasil atualmente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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