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Transplante de fígado – quando é indicado?

Cerca de 1.800 transplantes hepáticos foram realizados no Brasil no ano de 2015, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). O transplante de fígado é potencialmente aplicável para qualquer doença crônica ou aguda que resulte em disfunção hepática irreversível.

A substituição do órgão é necessária para que o sistema digestório continue a funcionar por completo, devido a grande importância do fígado para digestão humana. Ele desempenha funções como armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos e das proteínas, síntese da maioria das proteínas do plasma, e emulsificação da gordura durante o processo de digestão através da secreção da bile.

Principal causa

O transplante de fígado é necessário quando as funções hepáticas, tanto do fígado, quanto da bile (fluido produzido pelo fígado que se armazena na vesícula biliar e atua na digestão de gorduras) estão danificadas além da capacidade do corpo para se regenerar.

A condição mais frequente que leva ao transplante hepático em adultos e crianças é a cirrose hepática. Ela é caracterizada por um dano irreversível das células hepáticas e acontece quando a anatomia normal do fígado é substituída por tecido de cicatrização, o que deteriora a função hepática.

As causas mais comuns da cirrose hepática são: hepatites B e C, hepatite autoimune, álcool, cirrose biliar primária, colangite esclerosante e cirrose biliar secundária.

Quando o transplante de fígado é necessário?

As razões para o transplante hepático variam com a idade do paciente e da gravidade da doença, mas sempre deve estar presente a cirrose com moderado a elevado grau de disfunção do fígado.

A principal indicação em criança é um defeito anatômico congênito chamado atresia das vias biliares. Nesse caso, como o canal da bile não se desenvolve, ela fica represada no fígado, que evolui para cirrose. Também são candidatas ao transplante as crianças com doenças congênitas hereditárias que determinam alterações metabólicas graves.

Noventa por cento dos candidatos adultos ao transplante hepático são cirróticos. Desses, metade tem cirrose porque foi infectado pelo vírus da hepatite C. Nos outros, a causa da cirrose pode ser o vírus da hepatite B, o álcool ou o vírus da hepatite C associado ao álcool.

A realização de um transplante pode ser potencialmente curativo, com altas chances de ser bem sucedido.

Como é o transplante?

O transplante consiste na substituição do fígado doente por um fígado sadio. O órgão pode ser retirado de um doador acometido de morte cerebral ou de um doador vivo que aceite doar parte de seu órgão para ser transplantado. Essa última alternativa só é possível devido a capacidade regenerativa do fígado.

Nessa modalidade, os doadores se submetem a retirada de até 70% do órgão. Após o procedimento, o fígado nativo do doador cresce até 90% do volume original, sem deixar sequelas para a pessoa que faz a doação.

A necessidade de transplante de fígado é infinitamente maior que o número de doadores com morte encefálica disponíveis. Cerca de 7 mil candidatos esperam por um transplante hepático no Brasil, sendo 4 mil no Estado de São Paulo. Há cerca de 4 a 5 doadores para cada 1 milhão de habitantes no país.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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