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Torna hérnia é tratada cirurgicamente?

Em 2019, a fim de diminuir o tempo de espera da cirurgia de hérnia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vários mutirões foram realizados. Ou seja, a campanha possibilitou a recuperação da qualidade de vida de diversos pacientes, que se viram livres do problema. Para que você tenha uma ideia, em Belo Horizonte foram feitos cerca de 200 cirurgias apenas no mês de agosto daquele ano. No entanto, entre março de 2018 e março de 2019, mais de 280 mil operações foram realizadas no Brasil, de acordo com informações disponibilizadas no DataSUS. Neste artigo, explico sobre a necessidade da cirurgia para o tratamento de hérnias, além de apresentar os tipos de procedimentos cirúrgicos para este fim. Confira, a seguir.

O que é a hérnia?

Trata-se de defeitos anatômicos, ou seja, protusões parciais ou totais de órgãos internos, que escapam por um orifício de um órgão ou osso. Isso pode ocorrer por má formação ou enfraquecimento das camadas que protegem os órgãos internos, principalmente na região do abdômen ou nos discos intervertebrais (hérnia de disco). Frequentemente, essas deformidades provocam desconforto e dor. Por isso, elas devem ser identificadas em tempo hábil, a fim de serem tratadas, evitando, dessa forma, complicações mais sérias. Embora a maioria dessas falhas estruturais ocorram na parte abdominal, vale ressaltar que elas podem surgir em outras regiões do organismo.

Quais são os principais causas do distúrbio?

Primeiramente, devo informar que existem vários tipos de hérnias, porém, entre os motivos mais comuns da manifestação delas estão:
  • tosse crônica;
  • defeito congênito;
  • idade;
  • lesão ou danos provocados por cirurgias;
  • esforço ao evacuar ou fazer xixi;
  • alimentação ruim;
  • excesso de peso;
  • constipação crônica;
  • fumo;
  • prostáta aumentada;
  • obesidade;
  • fibrose cística.

Como é feito o tratamento da hérnia?

Para a correção da hérnia não existe outro método senão a cirurgia. Ou seja, os medicamentos e tratamentos paliativos podem aliviar a dor por um certo tempo, mas, eles não garantem a dissolução do problema. Por isso, é imprescindível que o paciente se submeta ao procedimento cirúrgico. Isso porque, quanto mais tempo ele deixar passar, maior será o risco de complicações e mais difícil será a cirurgia.

Tipos de cirurgias de hérnia

De forma geral, você vai se deparar com diversos métodos cirúrgicos, inclusive alguns minimamente invasivos. Veja, a seguir.

Cirurgia aberta ou convencional

Na metodologia convencional, por exemplo, a cirurgia é realizada utilizando-se anestesia peridural ou geral. A primeira é feita a partir de uma pequena incisão local. Ou seja, depois de aplicada, o cirurgião coloca para dentro os órgãos que escaparam da parede do abdômen, utilizando a mesma abertura. E, neste caso, o tamanho do corte depende muito das características físicas do paciente, bem como do tamanho da hérnia.

Cirurgia robótica

Como o próprio termo sugere, este é um tipo de cirurgia menos invasiva e feita com o auxílio da robótica. Neste procedimento são realizadas pequenas incisões na região abdominal, por onde serão introduzidas as ferramentas do braço robótico para a operação. Com o auxílio de um endoscópio (câmera), pinças e outros instrumentos especialmente projetados para o braço do robô, o cirurgião fará todo o procedimento por comandos eletrônicos. Esses comandos são feitos por uma espécie de joystick, no painel de controle da máquina cirúrgica. A visualização do interior do corpo, submetida à cirurgia, é feita pelo monitor de alta definição, que proporciona excelente noção da região operada para o médico.

Cirurgia laparoscópica

Outro método minimamente invasivo. Na cirurgia laparoscópica, o cirurgião realiza todo o procedimento também com o auxílio de tecnologia. Ou seja, é bem parecida com a técnica anterior (robótica). Uma das diferenças, neste caso, está no fato de que esta metodologia exige anestesia geral. Além disso, também é necessário injetar gás carbônico no abdômen do paciente, no intuito de melhorar o manuseio do médico e a visibilidade das estruturas. Como vimos, as medidas paliativas ajudam por um tempo, porém, não solucionam o problema de forma definitiva. Então, digo que toda hérnia precisa ser tratada cirurgicamente, uma vez que essa tende a ser a maneira mais eficaz de combatê-la, evitando, assim, o seu retorno. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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