Obesidade infantil

Obesidade infantil: quais medidas tomar junto ao gastrocirurgião

A prevalência de obesidade infantil aumentou bastante nas últimas décadas. Afetou meninos e meninas em todos os grupos raciais e étnico. Assim, trouxe comorbidades que, no passado, só eram observadas em adultos. A obesidade pediátrica é a questão de saúde pública mais alarmante que o mundo enfrenta atualmente. Modificações no estilo de vida para reverter a obesidade são consideradas a pedra angular do tratamento. Entretanto, a adesão é geralmente fraca e os resultados podem ser mínimos. Assim, as crianças estão recorrendo à cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade e suas complicações. A taxa de sucesso a longo prazo, as consequências e os riscos para crianças e adolescentes ainda são desconhecidos. Da mesma forma, o é a taxa de conformidade com as modificações dietéticas necessárias após os procedimentos. No entanto, é preciso consultar um gastrocirurgião para discutir quais medidas tomar. Quando uma criança é examinada pela primeira vez pelo pediatra ou médico de cuidados primários, a família pode esperar uma avaliação completa. Detalha-se a ingestão de alimentos, o nível de atividade física, o sangue e outros fatores. Após coletar essas informações, o médico poderá começar a discutir as opções de tratamento. Medidas como alterações comportamentais e de estilo de vida funcionam para a maioria das crianças acometidas pela obesidade e ajudam a melhorar sua saúde. No entanto, há crianças afetadas pela obesidade grave que precisam de um tratamento mais agressivo, como a cirurgia bariátrica.

Cirurgia

A cirurgia comumente realizada em adultos com obesidade grave, geralmente produz perda de peso duradoura. Como resultado, também melhora muitas comorbidades como diabetes tipo 2, pressão alta, apneia do sono bem como outras doenças. O objetivo da cirurgia bariátrica é proporcionar o maior benefício possível com o menor risco. Com isso em mente, muitos estudos foram realizados para avaliar os resultados após a cirurgia bariátrica infantil e há outros em andamento. Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Pediatria agora recomenda que a cirurgia metabólica e bariátrica deve ser considerada uma opção de tratamento seguro para crianças e adolescentes com obesidade grave. Além disso, deve ser coberta por planos de saúde. Compulsão alimentar e distúrbios como a bulimia têm sido observados em alguns adolescentes obesos que desejam realizar a cirurgia bariátrica. Os distúrbios alimentares são bastante graves. Entretanto, os resultados após a cirurgia bariátrica em adolescentes nessa condição não foram estudados. Por isso, a cirurgia bariátrica em adolescentes com esses distúrbios geralmente é desencorajada. A menos que o problema tenha sido tratado adequadamente e esteja bem controlado.

Acompanhamento multidisciplinar

Dependendo das necessidades do adolescente, uma equipe multidisciplinar pode ser útil para desenvolver um plano de tratamento específico. É importante que seja composta por um médico, um nutricionista, um profissional de saúde mental, um gastroenterologista e um especialista em exercícios. As ações podem incluir: – aconselhamento nutricional e modificação da qualidade da dieta e conteúdo calórico; – aumento da atividade física; – alteração de comportamento para abordar a autoestima e atitudes em relação à comida; – terapia individual ou em grupo focada na mudança de comportamentos e no enfrentamento de sentimentos relacionados ao peso e a problemas normais de desenvolvimento; – aconselhamento familiar com o intuito de ajudar a apoiar mudanças em casa. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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