esplenectomia

Esplenectomia: cuidados, complicações e recuperação

Indicada em alguns casos de doenças sanguíneas, rupturas ou câncer no baço, a Esplenectomia é uma intervenção cirúrgica de pequeno porte que trata da retirada total ou parcial do órgão citado.

Realizado por meio de cirurgia aberta ou laparoscópica, trata-se de um procedimento relativamente simples, no qual o paciente pode receber alta médica entre um e três dias após a operação.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o assunto. Confira!

Como é o pré-operatório?

Após diagnosticar a necessidade da realização de uma Esplenectomia, o médico dá início ao processo de preparação para a cirurgia. A partir daí, ele prescreverá a realização de exames clínicos e de sangue, assim como um ultrassom para identificar a possível existência de cálculos na vesícula.

Cerca de duas semanas antes do procedimento cirúrgico, o paciente também iniciará um tratamento preventivo, com a aplicação de vacina antipneumocócica e o uso de antibióticos para evitar infecções posteriores.

Existem complicações?

A Esplenectomia é um procedimento simples, mas como qualquer outra cirurgia, ela pode trazer alguns riscos para o paciente, como as infecções que, em casos mais graves, podem evoluir para uma septicemia.

Sangramentos e danos a órgãos vizinhos ao baço, como cólon, pâncreas e o estômago também são possíveis. Além disso, raramente, complicações resultantes da própria anestesia podem ocorrer.

Como é o pós-operatório na Esplenectomia?

Cerca de quatro horas após o procedimento, o paciente já poderá ser encaminhado para o quarto e liberado para realizar pequenas caminhadas com o auxílio de parentes ou enfermeiras.

Inicialmente, a dieta recomendada é à base de líquidos, aliada ao uso de medicamentos para dor e febre, assim como remédios para evitar vômitos e náuseas. Geralmente, a alimentação indicada é mantida durante as primeiras 24 horas, sendo substituída por alimentos sólidos a partir do segundo dia de pós-operatório.

Como é a recuperação do procedimento?

Apesar de simples, além do que já mencionamos, a Esplenectomia pode trazer algumas complicações para o paciente, como desconforto no local do procedimento, hematomas, derrame pleural ou pequenos sangramentos.

Ainda, pessoas que passaram por esse tipo de cirurgia, nos primeiros dias, costumam ter dificuldades para realizar algumas atividades do cotidiano, necessitando de auxílio para tarefas de higiene, por exemplo.

Vale ressaltar que, devido à retirada do baço, a capacidade de defesa do organismo fica prejudicada, logo, é necessário que os pacientes que realizaram Esplenectomia tomem vacinas contra alguns tipos de microrganismos nocivos ao corpo (pneumococos), como H influenza tipo B e meningococo tipo C. Ainda, elas devem ser reforçadas a cada cinco anos.

Após a cirurgia, a pessoa poderá levar uma vida normal e saudável, voltando a realizar as mesmas atividades de antes. Já as funções exercidas pelo baço aos poucos passam a ser executadas por outros órgãos, principalmente pelo fígado.

Vale destacar a importância de ficar de olho na saúde, pois o cuidado com o corpo, aliado ao acompanhamento médico são as principais recomendações para quem faz uma Esplenectomia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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