obesidade

Entenda a relação entre ansiedade e obesidade

A ligação entre ansiedade e obesidade talvez não faça sentido para algumas pessoas. No entanto, essa associação é compreensível, sobretudo quando observamos os efeitos dos sintomas dessas doenças nos pacientes.

Porém, antes de entramos no tema deste artigo é fundamental apresentarmos alguns dados importantes, que mostram a dimensão dessas patologias entre os brasileiros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os brasileiros são os mais ansiosos do mundo. No estudo recente ficou constatado que mais de 18 milhões de pessoas convivem com o transtorno, ou seja, 9,3% da população.

No que tange à obesidade, os resultados também não são animadores, uma vez que 20% dos adultos, aqui, estão obesos — sendo 55,7% acima do peso, conforme relatou a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Isso significa que devemos ter cuidado com essas enfermidades, já que uma coisa acaba puxando a outra. Dessa forma, conheça as particularidades e conexões delas neste artigo!

O que é ansiedade?

Esse transtorno mental é caracterizado por uma intensa preocupação, que é persistente e excessiva. Ou seja, resumidamente, é um sentimento ligado a inseguranças que, consequentemente, culmina em sintomas psicológicos e físicos.

Os pacientes com sinais de ansiedade normalmente têm dificuldade de concentração, pensamentos desequilibrados, falta de ar, tontura, insônia, vômitos, irritabilidade, medo, fala acelerada, tensão muscular, boca seca, dores de cabeça, entre outras manifestações.

O que é obesidade?

Hoje, sabemos que 20% dos adultos no Brasil estão obesos. Logo, isso nos diz que essa parcela de indivíduos apresenta um Índice de Massa Corporal (MC) superior a 30 kg/m2.

Ou seja, essas pessoas estão mais vulneráveis a outros tipos de doenças, visto que a obesidade é uma enfermidade vinculada ao excesso de gordura corporal, cujos desdobramentos comprometem a saúde.

Nesse contexto, os indícios mais comuns se manifestam a partir de falta de ar, dores no corpo, problemas na pele, ronco, apneia do sono, úlceras nervosas, varizes, impotência, infertilidade, ansiedade e até depressão.

Qual é a relação entre ansiedade e obesidade?

Em boa parte dos casos, os efeitos da ansiedade provocam compulsão alimentar. Isso é, os indivíduos que passam por esse tipo de transtorno tendem a comer de forma exagerada, mesmo quando não sentem fome. No início os sintomas passam despercebidos, por isso muitas pessoas só se dão conta de que ganharam peso depois de estarem obesas.

Ou seja, a comida se torna a válvula de escape dos ansiosos, que usam essa estratégia de forma compensatória para frustações, medos, raiva, stress, tristeza, pressão social, sobrecarga no trabalho. Afinal, a comida para eles funciona como uma espécie de antídoto acessível e rápido.

Os sintomas da ansiedade e obesidade deixam os pacientes suscetíveis a outras doenças. Dentre elas, podemos citar: depressão, diabetes e pressão alta, enfim, eles se tornam porta de entrada para outros males.

Portanto, nesse caso, é fundamental que o tratamento seja multidisciplinar, uma vez que a perda de peso pode não significar o controle dos impulsos provocados por algum transtorno mental.

Além disso, também devemos observar os sinais, bem como a intensidade e frequência deles, pois só assim podemos buscar ajuda num prazo oportuno.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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