cirurgia bariátrica

Mulheres podem engravidar após a cirurgia bariátrica?

A gravidez de uma mulher que passou por uma cirurgia bariátrica é considerada mais segura e com riscos menores de complicações do que a de uma mulher obesa. Entretanto, as mulheres que passaram pelo procedimento cirúrgico devem aguardar pelo menos um ano para tentar engravidar. Essa recomendação está relacionada ao fato da rápida perda de peso nesse período poder ocasionar uma instabilidade nutricional — que pode trazer riscos ao feto e até mesmo à continuidade da gravidez.

Riscos da gestação precoce

Alguns estudos mostraram que metade das mulheres que realizaram a cirurgia bariátrica e engravidaram antes do período de um ano após a cirurgia, tiveram bebês com peso considerado abaixo do normal. Esse fato pode ser atribuído à falta de vitaminas no organismo da mãe. Dessa forma, após a operação, é necessário fazer uma suplementação de minerais e vitaminas, especialmente se o procedimento cirúrgico que foi realizado foi do tipo gastroplastia com derivação intestinal. Diga-se de passagem, esse procedimento — onde o estômago é cortado e a parte menor passa a ser o “novo” órgão, enquanto a maior é ligada ao intestino, formando um Y — é o mais adotado no mundo Outra complicação que pode ocorrer se a mulher engravidar antes do período recomendado após a cirurgia é a chamada síndrome de dumping. Basicamente, a síndrome consiste em um efeito colateral que ocasiona sudorese fria, vômito, queda de pressão e sensação de mal estar. Isso acontece devido a passagem dos alimentos do estômago para o intestino muito rapidamente. E, no caso de gestantes — que já têm tendência a apresentar a maioria desses sintomas —, eles podem se apresentar de forma mais intensa. Além disso, é aconselhável que a mulher que passa por esse procedimento cirúrgico receba orientações sobre método contraceptivos e sobre a gravidez, a fim de possibilitar o planejamento de uma futura gestação.

Engravidei após a cirurgia bariátrica, e agora?

A gestante deve realizar exames a cada 30 dias. Alguns exemplos deles, são:
  • Hemograma completo;
  • Ferritina (que verifica o excesso ou a falta de ferro no organismo);
  • Vitaminas;
  • Sais minerais;
  • Proteínas.
Também é necessário passar por uma orientação médica em relação a dieta. Ademais, não comer muito doce durante a gestação é uma das principais recomendações, pois isso pode ocasionar hipoglicemia nos bebês (nível baixo de açúcar no sangue). O pâncreas do bebê está acostumado a receber uma dose de glicose muito alta na barriga da mãe e, após o nascimento, essa dosagem elevada deixa de ser recebida. Por consequência, a taxa de glicose cai, podendo levar o recém-nascido até para a UTI. Em relação ao parto, normalmente a grande maioria é realizado através da cesariana. Essa opção é a mais indicada devido a uma consequência física dos músculos abdominais da mulher, que normalmente ficam mais flácidos devido a perda de peso. Se o médico optar pelo parto normal e a paciente tiver que fazer muita força pelo bebê estar demorando para nascer, pode haver falta de oxigenação para a criança no canal vaginal. Essa situação é grave e pode causar uma paralisia cerebral no recém-nascido. Além disso, a cesariana tem a preferência de muitos obstetras e das mulheres — não somente as que realizaram a cirurgia bariátrica — por questões como previsibilidade e comodidade. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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