cirurgia de vesícula

5 mitos e verdades sobre a cirurgia de vesícula

A cirurgia de vesícula, também conhecida como colecistectomia, é uma intervenção em que se extrai a vesícula biliar. Esse procedimento tem sido realizado com maior frequência nos últimos anos. Isso possivelmente se deve à mudança nos hábitos alimentares da população, com maior consumo de gorduras, carboidratos e bebidas alcoólicas. A indicação da cirurgia verifica-se quando há pólipos no interior do órgão ou diante de um quadro sintomático de litíase, as famosas pedras na vesícula. Os pólipos são lesões que se desenvolvem na parede vesicular e crescem em direção ao seu interior. Existe risco de se transformarem futuramente em câncer. Por isso, se houver crescimento anormal ou identificação de neoplasia maligna, o tratamento dessa condição é a cirurgia da vesícula. Sempre há acompanhamento médico e a colecistectomia só é realizada caso seja necessária. As pedras na vesícula também são fatores de risco para o câncer vesicular. Essa condição ocorre quando substâncias da bile se cristalizam formando cálculos, que podem ser de diversos tamanhos. Esses cálculos podem bloquear a passagem da bile pelo ducto biliar provocando dor abdominal intensa. Em decorrência dessa situação, pode haver inflamações constantes, causando febre e náuseas, além de predispor a parede vesicular à ação da bile por mais tempo. O tratamento do cálculo biliar também é realizado por via cirúrgica. Esse procedimento, ainda que bastante simples, ainda gera algumas dúvidas nos pacientes. Neste post, separei alguns mitos e verdade sobre o assunto. Acompanhe o texto.

Mitos e verdades da cirurgia de vesícula

1. Após a cirurgia de vesícula, o paciente engorda.

Mito. Existe uma crença relacionada ao aumento de peso após a cirurgia que não tem consistência em nenhum estudo médico a respeito do assunto. O que leva as pessoas a acreditarem nisso, se deve ao fato de que a vesícula tem grande papel na digestão da gordura. Logo, a conclusão que se chega é que sem ela haverá maior absorção de gordura pelo organismo. Todavia, a função da vesícula é apenas armazenar a bile para liberá-la durante a digestão dos lipídeos. Em sua ausência, a bile que é produzida no fígado, vai sendo liberada conforme produzida. O que acontece, no entanto, é que após a cirurgia, o paciente sente menos desconforto ao ingerir gorduras, assim, acaba exagerando e ganhando peso.

2. A digestão passa por adaptações

Verdade. Embora extrair a vesícula seja extremamente seguro ao paciente, que pode perfeitamente viver sem esse órgão, não se pode afirmar que a digestão não será afetada. É comum que no início o organismo precise de um tempo para se adaptar à nova condição. O trânsito intestinal também pode sofrer algumas alteraçõe até tudo se restabelecer. Geralmente, o médico orienta quais os alimentos devem ser priorizados e quais as instruções o paciente deve seguir. Contudo, não é nada muito complicado e o paciente consegue ter vida normal sem a vesícula.

3. Será preciso usar sais digestivos

Mito. O uso de sais digestivos nem sempre será uma recomendação. A melhor opção é deixar o organismo se adaptar sozinho à falta da vesícula. Apenas em alguns casos o uso de sais digestivos pode ser indicado, porém, sempre com orientação e acompanhamento do especialista.

4. Será preciso fazer dieta pelo resto da vida

Mito. A indicação é que o paciente evite a ingestão de grandes quantidades de gordura no período de adaptação do organismo à cirurgia de vesícula. Entretanto, não existe um consenso estabelecido de que a dieta restritiva seja necessária por toda a vida. O que ocorre é que após a cirurgia,  alguns pacientes relatam certo desconforto durante a digestão. Nesses casos, para amenizar os sintomas, é necessário consumir alimentos pobres em gordura ou conforme a indicação do especialista.

5. A cirurgia de vesícula tem riscos

Verdade. Todo procedimento cirúrgico tem riscos, que envolvem a técnica em si e o uso da anestesia. No entanto, a cirurgia de vesícula avançou bastante e hoje já pode ser realizada por método minimamente invasivo que diminui as consequências pós-operatórias e diminui o risco de sequelas graves ao paciente. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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