cirurgia bariátrica

Mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica ou gastroplastia é um dos tratamentos recomendados a pacientes obesos. Para quem está bem acima do peso ideal, porém, ainda não chegou à obesidade, são consideradas mais de 20 comorbidades, tais como diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto, apneia do sono, hérnia de disco, insuficiência respiratória e cardíaca para a indicação da cirurgia bariátrica.

Conheça 8 mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

1. A cirurgia bariátrica é indicada a qualquer pessoa que deseja perder peso.

Mito. A cirurgia bariátrica é indicada a pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 40kg/m² ou 35kg/m² associado à alguma doença causada ou agravada pela obesidade e idade igual ou acima de 16 anos. Mas esses não são os únicos requisitos. Antes da operação, o paciente passará pelo processo de reeducação alimentar, prática regular de atividades físicas e uso de medicação específica para emagrecer (prescrita pelo médico!). Se o paciente não conseguir emagrecer e manter o peso ideal, após dois anos de tratamento, o médico poderá recomendar a cirurgia bariátrica. Além disso, são consideradas as doenças pré-existentes e a saúde mental do paciente.

2. Existe contraindicação para a cirurgia bariátrica.

Verdade. O processo de emagrecimento não termina após a realização da cirurgia bariátrica. Existe o tratamento pós-cirúrgico. Por essa razão, este tipo de operação não é recomendada a dependentes químicos (álcool e drogas) e portadores de algumas doenças psiquiátricas. O procedimento também é contraindicado a pessoas que têm doenças cardiovasculares em estágio avançado.

3. A mulher não pode mais engravidar após a cirurgia bariátrica.

Mito. A cirurgia bariátrica não impede a gravidez, contudo, a mulher precisa evitá-la nos dois primeiros anos após a operação. Aderir ao prazo mínimo é uma medida importante para preservar a saúde e garantir mais segurança durante a gestação. Porém, se engravidar antes desse prazo, é fundamental marcar uma consulta com o médico responsável pela cirurgia bariátrica.

4. Após a cirurgia bariátrica, a perda de peso é maior no primeiro semestre.

Verdade. A cirurgia bariátrica proporciona um emagrecimento mais acelerado nos seis meses subsequentes à operação. Depois, o metabolismo reduz a velocidade de queima de gordura, mas sem interromper a perda de peso. Em dois anos, o paciente conseguirá perder cerca de 40% do peso que tinha antes da cirurgia bariátrica.

5. Cirurgia bariátrica pode ser feita pelo SUS ou plano de saúde.

Verdade. O Sistema Único de Saúde (SUS) prevê a realização de cirurgia bariátrica, porém, o prazo para a realização do procedimento costuma ser superior a cinco anos. Quem possui plano de saúde pode realizar a cirurgia bariátrica em menos tempo, sendo que o período de carência é de seis meses.

6. Após a cirurgia bariátrica, o paciente já poderá fazer a cirurgia plástica.

Mito. A cirurgia plástica para remover o excesso de pele, pós-emagrecimento, só deverá ser realizada após dois anos. É importante saber que nem todas as pessoas que fazem a bariátrica necessitam de cirurgia plástica. Cada caso é um caso e, além disso, a decisão é pessoal, uma vez que a cirurgia plástica objetiva a melhoria do aspecto visual do corpo. Ou seja, há quem não sinta necessidade de remodelar os contornos do corpo após a cirurgia bariátrica. Os planos de saúde oferecem cobertura para a cirurgia plástica, nesses casos, pois o excesso de pele pode causar transtornos como infecções e dermatites.

7. O acompanhamento psicológico é necessário antes e depois da cirurgia bariátrica.

Verdade. A avaliação psicológica, antes da cirurgia, é necessária para identificar possíveis “gatilhos” emocionais e psicológicos que levam a pessoa a engordar, a expectativa com relação ao resultado da cirurgia e a capacidade para seguir as recomendações médicas depois da operação.

8. A cirurgia bariátrica é mais arriscada que outros procedimentos cirúrgicos.

Mito. Toda cirurgia, por mais simples que seja, implica em riscos. As complicações podem surgir durante o procedimento ou na fase pós-operatória. Por esta razão, a cirurgia só é programada após a realização de vários exames de saúde. Podem surgir intercorrências cardiorrespiratórias, sangramento interno, infecções, entre outros problemas. Contudo, as complicações atingem menos que 5% dos pacientes.

Se você é uma pessoa com tendência a engordar e não consegue manter a forma com dieta e exercícios físicos, faça uma avaliação médica o quanto antes. O diagnóstico precoce pode evitar vários danos à saúde, causados pelo excesso de gordura no corpo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como Cirurgião do Aparelho Digestivo em Ilha Solteira e Barretos.

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