câncer de estômago

Como tratar o câncer de estômago

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima, para o biênio 2018-2019, mais de 21 mil novos casos de câncer de estômago, sendo a maioria em homens.

O principal tipo de tumor que acomete o órgão é o adenocarcinoma, que responde por 95% dos casos de neoplasia maligna no estômago. Outras manifestações são em forma de linfomas e sarcomas.

Fatores de risco

Entre as situações que aumentam a probabilidade de ocorrência desse tipo de câncer, estão: excesso de peso e obesidade, consumo (mesmo moderado) de álcool e ingestão excessiva de sal, alimentos salgados e/ou conservados. O tabagismo, claro, está presente.

Quem consome água proveniente de poços com alta concentração de nitrato também está mais suscetível a ter câncer de estômago, havendo, ainda, certas doenças ou condições que contribuem para o risco, como, por exemplo, anemia perniciosa, lesões pré-cancerosas (gastrite atrófica e metaplasia intestinal) e infecções pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori).

Além disso, a questão ocupacional também exerce influência. Trabalhadores que mantêm contato persistente com radiação ionizante e substâncias químicas como agrotóxicos, benzeno, óleos minerais, produtos de alcatrão de hulha e compostos de zinco ficam mais vulneráveis.

Por fim, temos a genética, que pede atenção especial de pessoas com histórico familiar da doença.

Sinais de alerta

O câncer de estômago não apresenta sintomas específicos, no entanto, alguns sinais podem denunciar que há algo de errado: perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal crônico.

Tratamentos para o câncer de estômago

O tratamento depende de vários fatores. Se o câncer está restrito ao estômago e aos gânglios linfáticos ao redor, opta-se pela cirurgia, que pode remover uma parte ou todo o órgão, a depender da localização específica do tumor, da extensão da lesão e do subtipo de câncer.

O processo cirúrgico pode ser antecedido por quimioterapia, abordagem que eleva as chances de cura. Além disso, a radioterapia depois da cirurgia pode se fazer necessária em alguns casos.

Quando não é possível operar ou quando o câncer se espalhou para outras partes (metástase), a intervenção é apenas paliativa, isto é, busca aliviar ou evitar sintomas, melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida do indivíduo.

No caso de linfoma gástrico, os recursos terapêuticos incluem tratamento da infecção por H. pylori, cirurgia, radioterapia, quimioterapia e administração de anticorpos contra linfócitos B.

Existe um tipo incomum de câncer, o GIST (sigla em inglês para Tumor Estromal Gastrointestinal). O tratamento para ele envolve cirurgia e uso de medicamentos via oral.

Prevenção

Para prevenir-se contra o câncer de estômago, é indispensável manter o peso corporal dentro dos limites da normalidade, abolir o consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos defumados e preservados em sal, além de, obviamente, abandonar o cigarro e praticar atividade física regularmente.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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